Muitas pessoas amantes da musica tem preconceito com tudo o que é novo musicalmente. Dizem que o que é bom é antigo, que as décadas passadas são as que se escutava musica de verdade e que o surge hoje em dia sao somente releituras do que revolucionou no passado. Quantas pessoas nao escutaram uma banda de brit pop como Oasis e disseram : "mas porra eles querem ser os Beatles,o som deles eh parecido com x, y, etc". Eu discordo totalmente dessa visão. Primeiro porque a ode ao passado é simplesmente uma negação ao presente infeliz ( sim eu vi meia noite em Paris recentemente) entretanto as pessoas que dizem que o novo é ruim, muitas vezes se prendem a aqueles lixos comerciais que surgem normalmente. Qual eh o problema disso tudo? A pessoa que gosta de musica mas insiste nesse preconceito, nao consegue aproveitar o que esta ao seu alcance hoje em dia, ou seja, álbuns de musica novos e shows pra ir. Minha banda favorita eh pink floyd mas eai, posso ir em shows? Posso esperar um cd novo pros próximos anos? Nao, obvio que nao.
Mas o pior de tudo, pior que que nao ter shows pra ir, o "preconceituoso" perde o mais importante: musica boa. Existem bandas novas tão boas como as antigas, o conceito de releitura tem que ser eliminado, imagine hoje em dia para os músicos que fazem suas bandas tem ao alcance a maior base de dados de influencias musicais possiveis e de tempos em tempos surgem bandas que realmente soam ao passado mas com o frescor do ar musical novo. Exemplos se esta perdido? Escute black keys e imagine se essa banda nao eh um filho direto do vocal do jimi hendrix misturado com rock and roll do led zepelin! Escute por exemplo tame impala e tente nao lembrar da voz do john Lennon na fase psicodelica dos Beatles. Pegue bandas que surgiram nos últimos 20 anos e divulgaram gêneros como grunge( Nirvana) e stoner rock( queens of the stone age). Tudo isso era musica nova em algum momento e algum saudosista disse que era uma merda. A musica é boa nao importa a sua época, a questão eh o quanto vc procura sair do seu preconceito e descobrir musica nova. Como qualquer forma de arte, a música está em constante evolução e absorção de ideias passadas. Descubra e va em shows, o espirito da musica boa ainda existe por ai para aqueles que realmente a apreciam, é só ir em busca!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
música ou espirito universitário?
Passou o tempo em que os shows grandes no Brasil eram coisas raras, que os festivais novidade e que o segundo semestre teria no máximo um show do Deep Purple em sua 10a turnê por aqui. São tempos modernos, o país ta crescendo e blablabla e com isso entramos de cabeça nas turnês das grandes bandas. Aliás pq não certo? Cobram caro pra caramba nos shows, as empresas ganham dinheiro e mesmo assim os shows ficam sempre "sold-out" mas criticas a parte a questão é SWU ou Economiadas?
Quando o SWU foi anunciado, as bandas logo de cara não empolgavam muito. Tirando o primeiro dia,com Snoop Dog e Damian Marley (lembrem-se, eu sou bem eclético,se a música é boa claro), eu realmente nao queria ver Peter Gabriel ( hmmm sono a vista no meio de uma fazenda?), nem Megadeath (fase metal aos 13 anos passou e nunca vai voltar graças a Deus), Sonic Youth é bom mas terceira vez ia transforma-los em um novo Iggy Pop pra mim e eu não tava afim. Neil Young certo? não ele vem pra fazer palestra. PALESTRA MANO, garanto que será no dia do Peter pra fazer todo mundo capotar. Entretanto novas atrações vieram, Black Rebel Motorcycle Club,Alice in Chains, e Stone Temple Pilots (fazendo um segundo semestre grunge junto com Chris Cornell no dia anterior, bem anos 92), e agora no dia "pop, que de pop só tem o black eye peas"( porra desnecessario, todos os anos eles vem pra cá), tem o Kanye West. Provavelmente o rapper que mais escutei, e o cd que me acompanhou nos metros parisienses no intercambio, esse negão faz um show do caralho. Bem produzido, sem playback e com uma big band tocando junto, faz o famoso Rap de estádio. Agora um show dele no mesmo dia que o Snoop e Damian me fazem pensar , economiadas ou SWU?
Pelo que lembro, o sábado do economiadas é um dia bem daora. Mais daora pq todo mundo chega cansado na sexta e começa a beber até o sol raiar. Dorme-se umas 3 horas e depois começa o clima de jogos,ou o que pra mim é o clima de bebida mesmo. Fica-se o dia inteiro "sóbrio" pra no fim da noite chegar a primeira balada ( que não é nada demais).Vale a pena. Mas acho que uma passada no SWU nesse dia incrivel e voltar pro economiadas tb vale. Preciso de amigos pra fazer um esquema conduçao ida-volta, que garanta que voltaremos são e salvos ( nada de malucos no volante). Quem se candidata?
Acho que ficarei só no primeiro dia ainda, me xinguem mas no dia do "rock" só faço mesmo questao de ver Black Rebel que se voce desconhece baixe agora! o grunge eu fico com o meu favorito mesmo, Pearl Jam com ingressos comprados já. Mas o primeiro dia vira! e vamos torcer pra que nos proximos anos tenhamos datas diferentes, pq o legal dos festivais apesar de qualquer line-up é ir os 3 dias e acampar!!!
Acho que ficarei só no primeiro dia ainda, me xinguem mas no dia do "rock" só faço mesmo questao de ver Black Rebel que se voce desconhece baixe agora! o grunge eu fico com o meu favorito mesmo, Pearl Jam com ingressos comprados já. Mas o primeiro dia vira! e vamos torcer pra que nos proximos anos tenhamos datas diferentes, pq o legal dos festivais apesar de qualquer line-up é ir os 3 dias e acampar!!!
acabou o desemprego!(e com ele o ócio e o fim dos problemas financeiros haha)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Festival de Verão, segundos dias
Após um começo de festival no mínimo sensacional, acordei no dia seguinte com uma semi-ressaca, semi porque acordei as 3 da tarde enquanto o carioca foi pro trabalho no dia seguinte e acordou se não me engano as 8 da manhã. E não existe nada pior do que ter pensar depois de um show, coisa que tem trabalha deve fazer certo? Mas lá estava eu a fazer as obrigaçoes diarias pré segundo dia de festival (comprar o macarrao de 1 euro, o molho de 1 e pouco, as cervejas e o energetico), parei pra entrar na internet e ver se existia alguma repercussão do festival na pagina do festival no face. Lá via videos, e declaraçoes só positivas sobre o show do Foo Fighters, Primal e Diplo, ou seja, não estava maluco ao afirmar que tinha sido os melhores shows em cada palco. Ao mesmo tempo via um monte de “criança” super empolgado com o show do que seria o headline do dia no palco principal e o qual eu não tinha nenhuma noção do porquê de todo mundo estar tão empolgado ou tampouco por que o 30 seconds from Mars ser essa banda. Sabia que era a banda do maluco que fez um junkie no filme “Requiem para um sonho “ e que a maioria das “criança” não tinha visto esse filme, muito bom mas extremamente pesado, um filme que as faria “stay out crack for good”. Pensei, “ vou ver um pouco pelo menos dessa merda pra qual que é”. Enquanto isso o macarrão ficava pronto, o carioca chegava do trabalho com uma cara de acabado. Disse as poucas palavras “ o rolim, vai la frrrrente carrra, vou dorrrmirr um pouco, te encontro lá”. Feito, macarrão na barriga e sai correndo até pq já tava perdendo o começo do show do Friendly Fires.
Antes de entrar no festival tentei dar uma de “brasileiro”, já tinha tomado as cervejas mas tinha ainda dois energéticos e realmente não queria desperdiçá-los, não pensei duas vezes e coloquei em cada um dos bolsos da minha bermuda( uma daquelas com diversos bolsos). Na revista, abri a mala, o policial viu que não tinha nada, e estava pra me deixar passar quando ele teve a grande ideia de dar um tapinha na bermuda, só pra ver se não tinha nada, me ferrei, achou os dois energeticos e disse “ o senhor sabe que não pode fazer isso e pq faz?” sem palavras pra responder só pensei em beber os dois energeticos o mais rapido possivel e entrar no festival (o guardinha tinha sido legal e dito que podia bebe-los se quisesse). A primeira banda do dia seria o Friendly Fires, a qual eu não sei porque foi colocada em um horario tão chulo (6 da tarde), tinha perdido já uns 15 minutos do show o que pra uma banda dessas é tipo quase metade do show. Mas valeu a pena, tocaram os hits que são conhecidos pelo Brasil via rádios como a Oi Fm, tocaram o novo cd o qual eu não tinha dado o devido valor mas que me parecia ter umas musicas bem interessantes , pensei “ quando chegar em casa dou uma olhada com mais atenção”. O vocalista da banda parecia ser um grande queridinho da mulherada, lá tinha cartazes pra ele e quando o sujeito deu um “mosh” na galera, vi varias minas tentando beijar o cara. Esse ai tem sorte na vida. Mas o que mais me surpreendeu na banda é que além do normal, vocal,batera,guita,e baixo tinham também teclados, e caras com instrumentos de sopro. A presença de músicos com outros instrumentos seria algo comum e extremamente bom durante aquele dia do festival.
Segunda banda do dia era o “Angus and Julia Stone”, banda de folk bem calminha, daquelas que se põe pra ouvir antes de dormir sabe? Fizeram um show bem hippie e light, com boa presença de palco do Angus e a Julia da banda, aliás a Julia era uma simpatia de pessoa e extremamente charmosa. Não sei porque mas bandas que tem mulheres cantando realmente me fazem prestar ainda mais atenção ao show. A violinista da banda era muito bonita também e para completar o clima rock+mulher, o público em si consistia em basicamente mulheres o que me fez chegar a duas conclusões: 1)essa devia ser uma daquelas “bandas pra menininha” e 2)esse era um bom tipo de show pra se frequentar mais vezes. Achei o show bem relaxante e uma boa abertura para a banda seguinte a qual era A banda que eu queria ver naquela tarde com sol quase baixando, o Fleet Foxes.
Essa merece um parágrafo a parte. Conheci a banda no segundo semestre do meu intercâmbio, quando escutei uma música que iria aparecer no segundo cd da banda lançado em maio de 2011. Era um folk calmo e que depois ficava agitado da metade pra frente, além disso tinha um ar meio de grandiosidade, com diversas instrumentações e tal. Passei a querer me informar mais sobre a banda, baixei o primeiro cd e logo se tornou umas das figuras mais presentes no meu playlist diário. Na gringa, estavam os chamando de os novos “ Simon and Garfunkel”, apesar de serem uma banda e não uma dupla. Tempo vai e tempo vem, lançaram o segundo cd e realmente explodiram na Europa, a ponto de eu escutar uma música deles em lojas de departamento europeias. E mais de uma vez. Parênteses a parte, vamos ao show.
Quis pegar um lugar bom, perto do palco pra realmente aproveitar direito o show, do meu lado tinha um cara de uns 30 e poucos anos com cara de que tinha escutado muito Weezer e Wilco na vida. Antes do show dava pra escutar uma batida continua e repetetiva vindo do palco eletrônico, era um baixo muuuuito loud, que merda é essa?. Era a festa do Steve Aoki, japa/americado doidão mesmo que tinha programado todo o dj set do dia, e nele só tinha amigos dele os quais tocavam um dub step desde das 5 da tarde. Perdido nos pensamentos sobre a tenda eletronica, o grupo entra ao palco, e nisso vem 1,2,3,7 caras no palco! cada um com seu instrumento, e isso inclui um violãocelista(sei lá se essa palavra existe). O publico começava a se incendiar, e antes de tocar o primeiro acordo o vocalista diz “ vcs estão me escutando com essa barulheira?” é, não era só eu que reclamava do dub step vizinho. O show começou e nisso música boa atrás de outra, com uma presença de palco que eu não via a muito tempo e uma alegria em um show que eu não tinha desde do show do kings of leon em 2005, quando eles ainda eram legais na minha opinião. E uma coisa, a banda tem que ser realmente boa pra fazer o público pular num show de folk. Sim folk e pular não nunca estão na mesma sentença. O show foi fudido, perdi a cabeça e quase minha camiseta ao tirar ela e começar a balança-la (sim isso é brega mas euforia é foda). Tinha entendido porque diziam que eles tinha a melhor presença de palco entre as bandas consideradas “indies do momento”, além disso a comparação com eles e o Simon e o Garfunkel fazia sentido, o vocal e o backing vocal tinha uma sincronia e uma diferença de tons musicais que lembrava o duo. Além disso você sabe que uma banda é foda quando ela afina os intrumentos fazendo uma jazz session entre as músicas tocadas. Quando o show acabou eu tinha um sorriso de ponta a ponta, acho que tinha sido o melhor show da minha vida em anos. Era mais do que o som por si só, era basicamente “a banda” do meu intercâmbio em Portugal, e tinha feito um show sensacional, sentimentalista ou não, tava feliz pra caralho.
Andando com cara de bobo alegre pelo festival encontro o carioca, ele de longe tinha visto o show mas mesmo assim falou “po mano geral tava pirando nesse show, foi bom meiiissmo”. Daqui pra frente no festival não tinha nada em seguida mesmo, o que era bom pra mim pq depois desse show eu tava realmente cansado, mas mesmo assim queria continuar escutando música e por isso fomos pro palco principal. Lá devia estar tocando uma banda que segundo a organização do festival tinha um som à la Blink, e po Blink é legal pra cacete. Chegamos lá e nada tocava, algo devia ter atrasado o show. Aproveitei pra comer o sandubinha homemade e dar uma descansada. Na noite ainda teria o 30 seconds from Mars, com suas crianças andando pra lá e pra cá com camisetas, pais e bandeiras com os dizeres “WAR”, sei lá eles devem ser muito do mal mesmo. Além disso teria o Thievery Corporation, banda que o carioca mais queria ver em todo o festival mas que eu não conhecia direito e ao mesmo tempo botava fé e confiança no carioca. E pra terminar tinha o Chemical Brothers com sua aparelhagem de som imensa e show de eletrônico de gente grande. Antes disso vimos o Afrojack, dj com uns hits na Europa e que fez um excelente set list balada, entramos pra ver e acabamos ficando até o fim do show. Pós isso fomos ver o começo dos 30 segundos lá, e nada de banda “porra alguma merda rolou” pensamos. Nisso aproveitamos pra ir pro palco secundário esperar o Thievery e relaxar na “prainha”, chão da pista coberto com um carpete verde. Comecei a falar com um senhor com sua esposa, os quais tinham ido pelos shows eletronicos da noite (Thievery e Chemical), pra ele Chemical era melhor banda do mundo ao vivo e o Thievery era muito boa ao vivo tb mas ele não entendia pq tinham guitarras, bateria e percussão no palco pois o mesmo já os tinha visto 4 vezes e sempre era só um dj com uma pickup. Conversa vai e vem, eu recebo uma mensagem do aplicativo do festival dizendo que os 3 primeiros shows do palco principal tinham sido cancelados e o 30 seconds e Chemical iam acontecer mais tarde. Hmmm achei a criançada ia ficar um pouquinho puta com o atraso do “Restart” deles.
O Thievery entrou no palco e o carioca foi a loucura, o som rolando era realmente muito bom, um som bem pra relaxar mas ao mesmo tempo com uma big band tocando. A banda tinha simplesmente 5 vocalistas cantando em françês, inglês, espanhol. Homem, mulher, tocaram Reggae, Dub, Rock e Eletronico. O show se assemelhava ao do Primal que tinha acontecido no dia anterior, todo mundo curtindo como se fosse uma grande festa, dançando e curtindo pra caramba. Nunca tinha me divertido tanto num show de uma banda que não conhecia nada e ao fim do show tinha virado fã. Não tem como não gostar, os caras eram músicos de verdade e a prova disso veio na última música. O baixista veio até a grade e começou a tocar o seu baixo na frente da galera, deixando todo mundo tocar nas cordas do baixo, se não bastasse isso pulou depois na pista e não deixava nenhum segurança tira-lo de lá, abraçava os fãs e batia no peito. O público português tinha sido especialmente bom pra eles. Fleet Foxes e Thievery, o festival tinha sido sensacional até o momento e ainda restava um big show de música eletrônica.
Fomos cansados pro palco principal, e o Chemical rolando em todos os sentidos no lugar. Show grande, com telões gigantes, uma estrutura que parecia uma grande jaula com cores e luzes sincronizando com a música. O público tava realmente maluco nesse show, e o som rolando bom demais, o que faltava realmente era energia a qual tinha sido consumida já e o efeito do energético passado. Mas quando eles começaram a tocar “hey boy, hey girl” não sei como acordei pra vida e nisso a curtir o show realmente com afinco, eu e o carioca começamos a costurar o público pra chegar o mais perto do palco possível e o som nervoso de fundo. Conseguimos chegar na grade realmente só na última música, mas valeu a pena, a música tinha um baixo extremamente forte rolando, que fez tremer tudo, olhava pro lado as pessoas chacoalhando com os graves e os irmãos químicos quebrando tudo no palco. Quando o show acabou não sabiamos mais o que fazer, tinhamos visto 3 shows de novo extremamente fudidos. Decidimos ver o japa maluco no palco eletrônico e aproveitar o último som da noite.
No palco eletrônico tava rolando um dub step pesado, e dub step já é pesado normalmente. Mesmo assim o show tava bom, o japa tinha convidado várias mulheres pro palco, as quais tentavam aparecer cada uma mais que a outra, música vai e vem o japa termina o show de forma sensacional. Pega um daqueles botes infláveis, joga no público e pula no bote. Começa nisso a “navegar” sobre o público e jogar champagne na boca de todo mundo. Vendo de longe dava pra ver que quem tava na grade tava se divertindo ainda mais que a gente. Realmente o japa sabia fazer uma festa. O fim veio e meu cansaço se foi, eu tinha ficado no fim tão ligado com os shows de eletrônico e pela qualidade musical que quando cheguei em casa demorei pra dormir. Mas isso fica pra outro dia de história, a vir em breve.
Antes de entrar no festival tentei dar uma de “brasileiro”, já tinha tomado as cervejas mas tinha ainda dois energéticos e realmente não queria desperdiçá-los, não pensei duas vezes e coloquei em cada um dos bolsos da minha bermuda( uma daquelas com diversos bolsos). Na revista, abri a mala, o policial viu que não tinha nada, e estava pra me deixar passar quando ele teve a grande ideia de dar um tapinha na bermuda, só pra ver se não tinha nada, me ferrei, achou os dois energeticos e disse “ o senhor sabe que não pode fazer isso e pq faz?” sem palavras pra responder só pensei em beber os dois energeticos o mais rapido possivel e entrar no festival (o guardinha tinha sido legal e dito que podia bebe-los se quisesse). A primeira banda do dia seria o Friendly Fires, a qual eu não sei porque foi colocada em um horario tão chulo (6 da tarde), tinha perdido já uns 15 minutos do show o que pra uma banda dessas é tipo quase metade do show. Mas valeu a pena, tocaram os hits que são conhecidos pelo Brasil via rádios como a Oi Fm, tocaram o novo cd o qual eu não tinha dado o devido valor mas que me parecia ter umas musicas bem interessantes , pensei “ quando chegar em casa dou uma olhada com mais atenção”. O vocalista da banda parecia ser um grande queridinho da mulherada, lá tinha cartazes pra ele e quando o sujeito deu um “mosh” na galera, vi varias minas tentando beijar o cara. Esse ai tem sorte na vida. Mas o que mais me surpreendeu na banda é que além do normal, vocal,batera,guita,e baixo tinham também teclados, e caras com instrumentos de sopro. A presença de músicos com outros instrumentos seria algo comum e extremamente bom durante aquele dia do festival.
Segunda banda do dia era o “Angus and Julia Stone”, banda de folk bem calminha, daquelas que se põe pra ouvir antes de dormir sabe? Fizeram um show bem hippie e light, com boa presença de palco do Angus e a Julia da banda, aliás a Julia era uma simpatia de pessoa e extremamente charmosa. Não sei porque mas bandas que tem mulheres cantando realmente me fazem prestar ainda mais atenção ao show. A violinista da banda era muito bonita também e para completar o clima rock+mulher, o público em si consistia em basicamente mulheres o que me fez chegar a duas conclusões: 1)essa devia ser uma daquelas “bandas pra menininha” e 2)esse era um bom tipo de show pra se frequentar mais vezes. Achei o show bem relaxante e uma boa abertura para a banda seguinte a qual era A banda que eu queria ver naquela tarde com sol quase baixando, o Fleet Foxes.
Essa merece um parágrafo a parte. Conheci a banda no segundo semestre do meu intercâmbio, quando escutei uma música que iria aparecer no segundo cd da banda lançado em maio de 2011. Era um folk calmo e que depois ficava agitado da metade pra frente, além disso tinha um ar meio de grandiosidade, com diversas instrumentações e tal. Passei a querer me informar mais sobre a banda, baixei o primeiro cd e logo se tornou umas das figuras mais presentes no meu playlist diário. Na gringa, estavam os chamando de os novos “ Simon and Garfunkel”, apesar de serem uma banda e não uma dupla. Tempo vai e tempo vem, lançaram o segundo cd e realmente explodiram na Europa, a ponto de eu escutar uma música deles em lojas de departamento europeias. E mais de uma vez. Parênteses a parte, vamos ao show.
Quis pegar um lugar bom, perto do palco pra realmente aproveitar direito o show, do meu lado tinha um cara de uns 30 e poucos anos com cara de que tinha escutado muito Weezer e Wilco na vida. Antes do show dava pra escutar uma batida continua e repetetiva vindo do palco eletrônico, era um baixo muuuuito loud, que merda é essa?. Era a festa do Steve Aoki, japa/americado doidão mesmo que tinha programado todo o dj set do dia, e nele só tinha amigos dele os quais tocavam um dub step desde das 5 da tarde. Perdido nos pensamentos sobre a tenda eletronica, o grupo entra ao palco, e nisso vem 1,2,3,7 caras no palco! cada um com seu instrumento, e isso inclui um violãocelista(sei lá se essa palavra existe). O publico começava a se incendiar, e antes de tocar o primeiro acordo o vocalista diz “ vcs estão me escutando com essa barulheira?” é, não era só eu que reclamava do dub step vizinho. O show começou e nisso música boa atrás de outra, com uma presença de palco que eu não via a muito tempo e uma alegria em um show que eu não tinha desde do show do kings of leon em 2005, quando eles ainda eram legais na minha opinião. E uma coisa, a banda tem que ser realmente boa pra fazer o público pular num show de folk. Sim folk e pular não nunca estão na mesma sentença. O show foi fudido, perdi a cabeça e quase minha camiseta ao tirar ela e começar a balança-la (sim isso é brega mas euforia é foda). Tinha entendido porque diziam que eles tinha a melhor presença de palco entre as bandas consideradas “indies do momento”, além disso a comparação com eles e o Simon e o Garfunkel fazia sentido, o vocal e o backing vocal tinha uma sincronia e uma diferença de tons musicais que lembrava o duo. Além disso você sabe que uma banda é foda quando ela afina os intrumentos fazendo uma jazz session entre as músicas tocadas. Quando o show acabou eu tinha um sorriso de ponta a ponta, acho que tinha sido o melhor show da minha vida em anos. Era mais do que o som por si só, era basicamente “a banda” do meu intercâmbio em Portugal, e tinha feito um show sensacional, sentimentalista ou não, tava feliz pra caralho.
Andando com cara de bobo alegre pelo festival encontro o carioca, ele de longe tinha visto o show mas mesmo assim falou “po mano geral tava pirando nesse show, foi bom meiiissmo”. Daqui pra frente no festival não tinha nada em seguida mesmo, o que era bom pra mim pq depois desse show eu tava realmente cansado, mas mesmo assim queria continuar escutando música e por isso fomos pro palco principal. Lá devia estar tocando uma banda que segundo a organização do festival tinha um som à la Blink, e po Blink é legal pra cacete. Chegamos lá e nada tocava, algo devia ter atrasado o show. Aproveitei pra comer o sandubinha homemade e dar uma descansada. Na noite ainda teria o 30 seconds from Mars, com suas crianças andando pra lá e pra cá com camisetas, pais e bandeiras com os dizeres “WAR”, sei lá eles devem ser muito do mal mesmo. Além disso teria o Thievery Corporation, banda que o carioca mais queria ver em todo o festival mas que eu não conhecia direito e ao mesmo tempo botava fé e confiança no carioca. E pra terminar tinha o Chemical Brothers com sua aparelhagem de som imensa e show de eletrônico de gente grande. Antes disso vimos o Afrojack, dj com uns hits na Europa e que fez um excelente set list balada, entramos pra ver e acabamos ficando até o fim do show. Pós isso fomos ver o começo dos 30 segundos lá, e nada de banda “porra alguma merda rolou” pensamos. Nisso aproveitamos pra ir pro palco secundário esperar o Thievery e relaxar na “prainha”, chão da pista coberto com um carpete verde. Comecei a falar com um senhor com sua esposa, os quais tinham ido pelos shows eletronicos da noite (Thievery e Chemical), pra ele Chemical era melhor banda do mundo ao vivo e o Thievery era muito boa ao vivo tb mas ele não entendia pq tinham guitarras, bateria e percussão no palco pois o mesmo já os tinha visto 4 vezes e sempre era só um dj com uma pickup. Conversa vai e vem, eu recebo uma mensagem do aplicativo do festival dizendo que os 3 primeiros shows do palco principal tinham sido cancelados e o 30 seconds e Chemical iam acontecer mais tarde. Hmmm achei a criançada ia ficar um pouquinho puta com o atraso do “Restart” deles.
O Thievery entrou no palco e o carioca foi a loucura, o som rolando era realmente muito bom, um som bem pra relaxar mas ao mesmo tempo com uma big band tocando. A banda tinha simplesmente 5 vocalistas cantando em françês, inglês, espanhol. Homem, mulher, tocaram Reggae, Dub, Rock e Eletronico. O show se assemelhava ao do Primal que tinha acontecido no dia anterior, todo mundo curtindo como se fosse uma grande festa, dançando e curtindo pra caramba. Nunca tinha me divertido tanto num show de uma banda que não conhecia nada e ao fim do show tinha virado fã. Não tem como não gostar, os caras eram músicos de verdade e a prova disso veio na última música. O baixista veio até a grade e começou a tocar o seu baixo na frente da galera, deixando todo mundo tocar nas cordas do baixo, se não bastasse isso pulou depois na pista e não deixava nenhum segurança tira-lo de lá, abraçava os fãs e batia no peito. O público português tinha sido especialmente bom pra eles. Fleet Foxes e Thievery, o festival tinha sido sensacional até o momento e ainda restava um big show de música eletrônica.
Fomos cansados pro palco principal, e o Chemical rolando em todos os sentidos no lugar. Show grande, com telões gigantes, uma estrutura que parecia uma grande jaula com cores e luzes sincronizando com a música. O público tava realmente maluco nesse show, e o som rolando bom demais, o que faltava realmente era energia a qual tinha sido consumida já e o efeito do energético passado. Mas quando eles começaram a tocar “hey boy, hey girl” não sei como acordei pra vida e nisso a curtir o show realmente com afinco, eu e o carioca começamos a costurar o público pra chegar o mais perto do palco possível e o som nervoso de fundo. Conseguimos chegar na grade realmente só na última música, mas valeu a pena, a música tinha um baixo extremamente forte rolando, que fez tremer tudo, olhava pro lado as pessoas chacoalhando com os graves e os irmãos químicos quebrando tudo no palco. Quando o show acabou não sabiamos mais o que fazer, tinhamos visto 3 shows de novo extremamente fudidos. Decidimos ver o japa maluco no palco eletrônico e aproveitar o último som da noite.
No palco eletrônico tava rolando um dub step pesado, e dub step já é pesado normalmente. Mesmo assim o show tava bom, o japa tinha convidado várias mulheres pro palco, as quais tentavam aparecer cada uma mais que a outra, música vai e vem o japa termina o show de forma sensacional. Pega um daqueles botes infláveis, joga no público e pula no bote. Começa nisso a “navegar” sobre o público e jogar champagne na boca de todo mundo. Vendo de longe dava pra ver que quem tava na grade tava se divertindo ainda mais que a gente. Realmente o japa sabia fazer uma festa. O fim veio e meu cansaço se foi, eu tinha ficado no fim tão ligado com os shows de eletrônico e pela qualidade musical que quando cheguei em casa demorei pra dormir. Mas isso fica pra outro dia de história, a vir em breve.
besos
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O que é mais importante, letra ou melodia?
Quantas vezes você realmente presta atenção a letra de alguma música mais do que a melodia? Se música é nada mais do que a execução de ritmos, aqueles que se preocupam mais com a letra nao gostam realmente de musica então, certo?
Acho legal aqueles que se apegam a musicas pelas letras mas sinceramente eu nao ligo muito. Para mim a instrumentacao vem antes de tudo, o ritmo é o mais importante. Entretanto uma musica pode ser considerada completa quando unifica uma boa letra com uma boa melodia. Se nao existe melodia boa os ouvintes vão prestar mais atenção na sua letra, é exatamente isso que diferencia a praga do restart e do Emo no brasil dos demais estilos: instrumentacao fraca e com letras fraquíssimas, as quais sao mais reparadas pela melodia indecente. Portanto senhor musico, se preocupe sempre com a melodia, o que vem depois é lucro.
Relato de alguém que assobia o baixo,bateria,guitarra da musica mas dificilmente lembra da letra.
Viva melodia hahahaha
Opinião de alguém que esta entediado numa aula de economia e complexidade. Alias se a divagação acima se deve a viagem dessa aula.
Ainda desempregado e escutando Tame Impala sempre que possivel
Rolim
ps: preciso continuar a escrever sobre o festival
Acho legal aqueles que se apegam a musicas pelas letras mas sinceramente eu nao ligo muito. Para mim a instrumentacao vem antes de tudo, o ritmo é o mais importante. Entretanto uma musica pode ser considerada completa quando unifica uma boa letra com uma boa melodia. Se nao existe melodia boa os ouvintes vão prestar mais atenção na sua letra, é exatamente isso que diferencia a praga do restart e do Emo no brasil dos demais estilos: instrumentacao fraca e com letras fraquíssimas, as quais sao mais reparadas pela melodia indecente. Portanto senhor musico, se preocupe sempre com a melodia, o que vem depois é lucro.
Relato de alguém que assobia o baixo,bateria,guitarra da musica mas dificilmente lembra da letra.
Viva melodia hahahaha
Opinião de alguém que esta entediado numa aula de economia e complexidade. Alias se a divagação acima se deve a viagem dessa aula.
Ainda desempregado e escutando Tame Impala sempre que possivel
Rolim
ps: preciso continuar a escrever sobre o festival
terça-feira, 2 de agosto de 2011
facebook e a música
Acho que quase todo mundo hoje tem facebook. Sua mãe, minha mãe, tua tia, seus amigos, seu cachorro(que importou o perfil do orkut). Todos tem (eita agora é sem crase ou com crase?), se não tem é porque deletou, correto? Mas estava cá eu , escutando rádio nessa terça-feira e cheguei a conclusão: hoje em dia não existe quase rádios no Brasil e pelo mundo que façam a funçao básica de divulgar música, outros estilos, vertentes, novas bandas. Algo que te faça sair da música radiofônica. Rádios wifi que podem ser encontradas até no Itunes, não sabia dessa até uns 5 meses atrás, ajudam a te fazer conhecer outras coisas, pois muitas delas são somente onlines, independentes de selos e etc. Mesmo assim nem todo mundo pensa em escutar rádio quando entra no PC, nem todo tem esses rádios modernos que "pegam" rádios wifi pelo mundo. E ai que você caro amigo que se deu o trabalho de ler essa merda se pergunta: " o que tem o facebook a ver com isso ?". E vos digo, o facebook é o novo canal musical para a maioria das pessoas. Maioria eu digo, aqueles que não são desocupados como esse autor(?) que além da famosa dupla gmail e facebook, e trinidade uol , globo e lancenet, sites que abrem quase que automaticamente junto com meu google chrome, entra também em diversos sites e blogs de música pra escutar coisas novas e antigas. Sim nem todo mundo tem esse saco mas todos nós temos amigos certo? até você caro(a) forever alone. Portanto ao se deparar com um post de um amigo, conhecido,pessoa x com uma música, clica no play e ve o que voce acha. Perceberá que muitas bandas podem ser conhecidas pelo Face, que você pode descobrir bandas e músicas novas com mais frequência do que imagina. Pode até usar isso pra puxar um papo com uma gatinha. Faça um bem a sociedade e poste uma música que goste diariamente no face, não precisa ser aquele "30 day whatever music challenge", sua vida e dos outros precisa de música meu filho!
Bem ou mal as rádios hoje são cada vez mais secundárias nas vidas das pessoas com mp3 player, portanto nada melhor do que conhecer música nova pra te ajudar a ter uma experiencia musical cada vez melhor.
(parecer viesado)
(vendo música em tudo)
ps: nada a ver com o tópico mas vamos protestar contra o ricardo teixeira no sábado dia 13.
http://www.facebook.com/event.php?eid=233426023358434
até porque música e futebol são complementares e não substitutos
noi
Bem ou mal as rádios hoje são cada vez mais secundárias nas vidas das pessoas com mp3 player, portanto nada melhor do que conhecer música nova pra te ajudar a ter uma experiencia musical cada vez melhor.
(parecer viesado)
(vendo música em tudo)
ps: nada a ver com o tópico mas vamos protestar contra o ricardo teixeira no sábado dia 13.
http://www.facebook.com/event.php?eid=233426023358434
até porque música e futebol são complementares e não substitutos
noi
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