quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Red Hot Chili Peppers

Iria só pro rock in rio se fosse pra ver o Red Hot Chili Peppers, mas não fui, ingressos acabaram e não tinha ninguem pra me acompanhar na jornada. Por isso que quando o show deles foi anunciado para São Paulo, comemorei como um gol do Corinthians, não hesitei e comprei no dia que começaram a vender pela internet. Californication do RHCP foi o primeiro álbum que comprei na minha vida, e foi um dos que mais escutei na mesma. Aliás quem não teve um cd desse na infância com certeza foi uma pessoa infeliz quando pequena, porque é o tipo de álbum ideal pra ser iniciado no mundo rock. Leve e pesado, pop e funky, e com várias músicas clássicas. Portanto dá pra perceber como estava empolgado pra vê-los ao vivo, era um objetivo de vida ir num show dos caras, além disso, o Foals, banda que eu veria pela 4ª vez na minha vida (todas sensacionais) iria abrir. Tudo perfeito certo?

Mais ou menos, e pra isso é preciso voltar no tempo. Primeira semana de aula, todo os professores mostrando os programas do curso, dias de provas e etc, só alegria a não ser pela ótima notícia de que a primeira prova de econometria II seria no dia seguinte do show. Primeira coisa que pensei foi “ fudeu, não vai rolar aquele estudo na madruga pré-prova”. Vou admitir bateu meio aquele desespero porque econometria é foda, matéria difícil que tem que realmente estudar, ainda não trabalhava e pensei “ rola estudar enquanto isso”. Óbvio que deixei pra começar a estudar quando arranjei um trabalho(bom planejamento é foda mesmo né?) mas nem por isso deixei de ir no show, fiz de tudo pra não deixar nenhum estudo pra a partir das 6 da tarde daquela quarta-feira. 

Indo pro show, a companhia do show, minha prima, se deu o trabalho de esquecer os ingressos em casa. Conclusão: metro-onibus-nervosismo e a certeza de ter perdido o show de abertura. Entrando no Anhembi dava pra ver que tava muito cheio (ingressos esgotados) e dava pra ver que tava com uma sorte imensa, o show de abertura outrora perdido estava começando no instante que coloquei os pés no concreto do lugar, tava “cagado” naquela noite. O Foals fez um show muito bom como sempre apesar de 70% do público não conhecer a banda e não entender o motivo de empolgaçao de uns poucos que a conheciam.E sim , infelizmente rolou até aquele dedo médio pro palco, realmente  público diferenciado esse  não?

Tinha prova no dia seguinte então tinha que manter a sobriedade porque nunca ia achar um estimador beta com uma ressaca na cabeça. Andando pelo lugar encontro o Caio, brother feano que também tinha prova no dia seguinte e tava tão preocupado quanto eu. Era a noite sóbria pra ver o show, iria rolar com certeza aquela seriedade! Ficamos só na Coca(preta obviamente) e sempre Zero, nada que pudesse nos atrapalhar. Mas uma cervejinha , uma só, não mataria ninguém também certo?

Começa o show, eles tocam a primeira música do novo cd deles Monarchy of Roses. Sinceramente não gostei muito dela como abertura, sei lá soou meio estranha mas logo começaram os clássicos vai um Can’t Stop ai, depois um Tell me Baby , pra dai começar o Scar Tissue e ter neguinho passando mal adoidado. A galera ficou emocionada. O show continuou com algumas músicas do cd novo, que é muito bom com músicas como Look Around, Factory of Faith,Did I Let You Know,e a música-rádio deles no momento The Adventures of Rain Dance Maggie. Só não  baixem o CD porque isso é ilegal pessoal. E sim eles tocaram os CLÁSSICOS em letra maiúscula. Under The Bridge (PORRRAAAAA), Higher Ground (sem palavras), Otherside( toca até em balada essa), Me & My Friends (nem achava que ainda tocavam essa),  Californication(melhor série de tv né?) e By the Way (haha com todo mundo, inclusive a minha pessoa, sabendo cantar com detalhes aquela letra sem sentido)(ironia). A banda sai de palco, e nós entramos nos parenteses. No show tiveram dois momentos que me fizeram lembrar que tinha a prova no dia seguinte, o primeiro foi naquela pausa providencial pra beber algo, quando fiquei naquela indecisão , é água ou cerveja que tomo? Lembrei que tinha que ficar de boa e fui pra água. O segundo momento foi quando começou um bate-cabeça muito daora na nossa frente em By The Way, e po bate cabeça é sempre bom num show (uma música não mata ninguém) mas mesmo assim dei pra trás por causa da prova novamente e não aproveitei a música em sua forma mais bruta haha.

Eles voltam e tocam uma outra música do cd novo, Dance Dance Dance, com uma percussão incrível sendo feita pelo batera Chad Smith, botou todo mundo pra dançar mesmo. Veio Don’t Forget Me, música muito boa do cd By the Way e, que no show percebi que era a música perfeita pra ser tocada antes de Parallel Universe (minha favorita e que não tinha sido tocada ainda). Ela acabou e veio Give it Away, era o fim, e era foda a presença de palco, todo mundo percebendo que era o último momento de pirar no show deles, funk-rock puro sendo tocado! Acabou, e começou o “ One more, One more” sendo gritado pela galera. Não rolou, mas o baixista Flea veio pro palco e deu um discurso dizendo que amavam o Brasil, que era um prazer imenso “tar” aqui, queriam voltar o mais cedo possível e que o público tinha sido especial naquela noite. Olho pro lado e tem uns caras falando “ porra que show, to muito louco”, haha eu não tava louco naquele sentido mas tava louco pela música que tinha sido tocada, e pelo momento histórico na minha vida de shows, tinha visto OS caras. Antes de voltar pra casa sempre rola aquele caos pra sair do Anhembi, e tudo mais, mas tudo bem, nada que afetasse o meu humor ou que me fizesse lembrar que eu tinha uma prova em pouco mais de 7 horas. Ah sobre ela? Sei lá daqui um mês eu vejo, mas tudo bem, tem outras provas pra se recuperar, já o Red Hot em São Paulo eu sei lá quando verei de novo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

um oi e um tchau

se passaram 40 dias sabáticos desde que postei pela última vez, muita coisa aconteceu muita coisa não aconteceu mas posso dizer que minha ausência se deu por uma conjunção de fatores : estudo, trabalho, preguiça e preguiça. Mas precisei de um banho escutando música,dica de uma não-amiga, pra chegar a conclusão que deveria voltar a falar sobre o que mais gosto: música

nessa minha ausência em numerais católicos, to voltando pelo chocolate da páscoa, talvez o evento mais importante do período além da queda e renascimento do Corinthians, foi a morte do querido e gênio Steve Jobs. Mas antes que você venha e diga, " ah la vem mais alguém babar ovo pro cara só pq todo mundo ta fazendo" vos digo :- sim vou babar ovo pq ele merece e não, não é um simples " ai que triste o esteve jobs morreu" no facebook.  A maior invenção dele pra mim como grande amante de música é o Ipod. Sim eu tenho um Iphone, sim eu queria ter um Mac, mas o que realmente mudou a minha vida foi o Ipod. E pra isso vou contar a causa e o efeito de eu ser viciado naquele brinquedinho com um rodinha.

quando pequeno padawan musical, escutando o que podia pela frente, vendo MTV quando ainda tinha música e escutando 89fm quando ainda tinha rock no seu rótulo, eu tinha um vício. Não era crack, não era comer, era simplesmente comprar cds. Eu comprava em média, uns 4 cds por mês, ia toda sexta-feira na Fnac ver os lançamentos e sai sempre com um sorriso no rosto. Como se pode perceber não era um vício muito saudável e tal como o crack, me fazia perder uma imensidão de dinheiro. Lembro de uma viagem que fiz pra Argentina, a minha primeira solo, que eu voltei com simplesmente 20 cds. Minha mãe queria me matar por ter comida e bebido mal pra comprar uns cds. Mas era música, era eu e meu discman e era alegria. O Ipod já tinha surgido, e muitas pessoas já mostravam para mim o quão bom era ter um aparelinho que eu pudesse escutar todas as minhas músicas. Já era rato de computador e baixava mais musica do que comprava ainda, mesmo assim curtia o cheiro do encarte de um cd e toda aquela idéia oldschool dos fanáticos por vinil. Até que chegou um dia que minha prateleira estava muito cheia, surgiram outros vícios( precisava do dinheiro pra sair, dado que a mesada era beeeem curta) e decidi comprar o meu primeiro ipod, video de 32gb.

Começava ai o meu vicio, no ano de 2007 (sim entrei tarde nesse mundo). Estava do meu lado no cursinho, já escutava-o no carro junto com minhas caronas para o mesmo e ao mesmo tempo foi sendo lotado com musicas, musicas e musicas. Meu vicio em cds diminuiu, a ponto de se tornar quase nulo hoje em dia. Mas a minha convicção de que essa era a maior invenção da terra só aumentava. Voces tem noção do que é ter todas as suas músicas ao seu alcance quando você quiser? e eu tinha muita musica, meu ipod sempre esteve no seu limite, precisando ter uma limpa eventual a cada sei la quantos tempos. Quando tirei minha carta e ganhei meu carro, o ipod se tornou o grande companheiro. Não preciso afirmar que curto dirigir pq escuto minhas músicas e que mesmo no transito sempre to feliz se tiver meu ipod. (nao recomendável pra alguém que muda de musica o tempo inteiro como eu , o ipod no carro é a grande solução pra sua vida).

Dai veio o primeiro problema. Roubaram meu ipod, fiquei desesperado e tive que arranjar um jeito rápido de conseguir outro, mina mae ia pra europa e ia trazer um pra mim, mas teria que esperar quase dois meses para isso. A sorte dessa época é a Oi FM tinha acabado de surgir, e estava fresquinha, com muitas musicas novas e uma playlist diferente da usual, me lembro de escutar as letras das musicas pra tentar achar na internet quem  que tocava aquela música( a rádio tem o pessimo habito de não falar o que esta tocando). Conheci muita musica e ja fui baixando coisas pra abastecer o meu novo ipod. Detalhe a Oi FM continua com a mesma playlist de 3 anos atras, ou seja, as coisas só são boas quando são novidade mesmo.

Ganhei meu ipod, enchi de música, agora tinha 120 gb de diversão. O tempo foi passando e fui pro meu intercambio. O ipod foi meu companheiro por todas as viagens que fiz, sem falta ele estava comigo e com meu grande fone de autista (que tem um ótimo som). Dai vem o caso dois de dependencia, muito mais grave mas que mesmo assim me faz lembrar com tristeza a morte do grande Jobs. Estava eu indo pro meu último festival do intercambio, escutando o arctic monkeys que ia tocar no dia quando BOOM, o fio do headphone fica preso na cadeira do onibus e nisso o pino quebra. Triste fiquei, tentei consertar e no fundo dei um jeito de poder ainda escutar em um só canal(direito, o esquerdo tinha quebrado) o som durante o dia. Mas sorte pouca é bobagem e o pino quebrado, ficou preso dentro da entrada do ipod. Ou seja, fudeu! não rolava tirar e me bateu um desanimo forte haha. Juro que todas as pessoas que conheci naquele festival sabiam da historia do meu ipod, não me cansava de afirmar que tava triste e se eles sabiam de algum lugar em lisboa pra concertar. Fui atrás disso e nada. Conclusão fiquei os ultimos dias do intercambio sem escutar música enquanto andava por ai, sem poder escolher a trilha sonora do momento.Quando cheguei em São Paulo, a primeira coisa que fiz foi ir atrás de um apple store que o consertasse, coisa que foi cara mas valeu a pena, tinha a música de volta. E isso que eu tenho que agradecer o senhor Steve Jobs, o qual não inventou o mp3 player, mas fez como todos os outros itens que inventou, um produto que é fácil e simples de usar e que ao mesmo tempo não te deixa pensar viver sem. O ipod te dá a possibilidade de escolher uma trilha sonora pra qualquer momento da sua vida, e se você não consegue entender isso é porque não dá tanto valor pra música como eu. Obrigado senhor Jobs, descanse em paz.