segunda-feira, 10 de outubro de 2011

um oi e um tchau

se passaram 40 dias sabáticos desde que postei pela última vez, muita coisa aconteceu muita coisa não aconteceu mas posso dizer que minha ausência se deu por uma conjunção de fatores : estudo, trabalho, preguiça e preguiça. Mas precisei de um banho escutando música,dica de uma não-amiga, pra chegar a conclusão que deveria voltar a falar sobre o que mais gosto: música

nessa minha ausência em numerais católicos, to voltando pelo chocolate da páscoa, talvez o evento mais importante do período além da queda e renascimento do Corinthians, foi a morte do querido e gênio Steve Jobs. Mas antes que você venha e diga, " ah la vem mais alguém babar ovo pro cara só pq todo mundo ta fazendo" vos digo :- sim vou babar ovo pq ele merece e não, não é um simples " ai que triste o esteve jobs morreu" no facebook.  A maior invenção dele pra mim como grande amante de música é o Ipod. Sim eu tenho um Iphone, sim eu queria ter um Mac, mas o que realmente mudou a minha vida foi o Ipod. E pra isso vou contar a causa e o efeito de eu ser viciado naquele brinquedinho com um rodinha.

quando pequeno padawan musical, escutando o que podia pela frente, vendo MTV quando ainda tinha música e escutando 89fm quando ainda tinha rock no seu rótulo, eu tinha um vício. Não era crack, não era comer, era simplesmente comprar cds. Eu comprava em média, uns 4 cds por mês, ia toda sexta-feira na Fnac ver os lançamentos e sai sempre com um sorriso no rosto. Como se pode perceber não era um vício muito saudável e tal como o crack, me fazia perder uma imensidão de dinheiro. Lembro de uma viagem que fiz pra Argentina, a minha primeira solo, que eu voltei com simplesmente 20 cds. Minha mãe queria me matar por ter comida e bebido mal pra comprar uns cds. Mas era música, era eu e meu discman e era alegria. O Ipod já tinha surgido, e muitas pessoas já mostravam para mim o quão bom era ter um aparelinho que eu pudesse escutar todas as minhas músicas. Já era rato de computador e baixava mais musica do que comprava ainda, mesmo assim curtia o cheiro do encarte de um cd e toda aquela idéia oldschool dos fanáticos por vinil. Até que chegou um dia que minha prateleira estava muito cheia, surgiram outros vícios( precisava do dinheiro pra sair, dado que a mesada era beeeem curta) e decidi comprar o meu primeiro ipod, video de 32gb.

Começava ai o meu vicio, no ano de 2007 (sim entrei tarde nesse mundo). Estava do meu lado no cursinho, já escutava-o no carro junto com minhas caronas para o mesmo e ao mesmo tempo foi sendo lotado com musicas, musicas e musicas. Meu vicio em cds diminuiu, a ponto de se tornar quase nulo hoje em dia. Mas a minha convicção de que essa era a maior invenção da terra só aumentava. Voces tem noção do que é ter todas as suas músicas ao seu alcance quando você quiser? e eu tinha muita musica, meu ipod sempre esteve no seu limite, precisando ter uma limpa eventual a cada sei la quantos tempos. Quando tirei minha carta e ganhei meu carro, o ipod se tornou o grande companheiro. Não preciso afirmar que curto dirigir pq escuto minhas músicas e que mesmo no transito sempre to feliz se tiver meu ipod. (nao recomendável pra alguém que muda de musica o tempo inteiro como eu , o ipod no carro é a grande solução pra sua vida).

Dai veio o primeiro problema. Roubaram meu ipod, fiquei desesperado e tive que arranjar um jeito rápido de conseguir outro, mina mae ia pra europa e ia trazer um pra mim, mas teria que esperar quase dois meses para isso. A sorte dessa época é a Oi FM tinha acabado de surgir, e estava fresquinha, com muitas musicas novas e uma playlist diferente da usual, me lembro de escutar as letras das musicas pra tentar achar na internet quem  que tocava aquela música( a rádio tem o pessimo habito de não falar o que esta tocando). Conheci muita musica e ja fui baixando coisas pra abastecer o meu novo ipod. Detalhe a Oi FM continua com a mesma playlist de 3 anos atras, ou seja, as coisas só são boas quando são novidade mesmo.

Ganhei meu ipod, enchi de música, agora tinha 120 gb de diversão. O tempo foi passando e fui pro meu intercambio. O ipod foi meu companheiro por todas as viagens que fiz, sem falta ele estava comigo e com meu grande fone de autista (que tem um ótimo som). Dai vem o caso dois de dependencia, muito mais grave mas que mesmo assim me faz lembrar com tristeza a morte do grande Jobs. Estava eu indo pro meu último festival do intercambio, escutando o arctic monkeys que ia tocar no dia quando BOOM, o fio do headphone fica preso na cadeira do onibus e nisso o pino quebra. Triste fiquei, tentei consertar e no fundo dei um jeito de poder ainda escutar em um só canal(direito, o esquerdo tinha quebrado) o som durante o dia. Mas sorte pouca é bobagem e o pino quebrado, ficou preso dentro da entrada do ipod. Ou seja, fudeu! não rolava tirar e me bateu um desanimo forte haha. Juro que todas as pessoas que conheci naquele festival sabiam da historia do meu ipod, não me cansava de afirmar que tava triste e se eles sabiam de algum lugar em lisboa pra concertar. Fui atrás disso e nada. Conclusão fiquei os ultimos dias do intercambio sem escutar música enquanto andava por ai, sem poder escolher a trilha sonora do momento.Quando cheguei em São Paulo, a primeira coisa que fiz foi ir atrás de um apple store que o consertasse, coisa que foi cara mas valeu a pena, tinha a música de volta. E isso que eu tenho que agradecer o senhor Steve Jobs, o qual não inventou o mp3 player, mas fez como todos os outros itens que inventou, um produto que é fácil e simples de usar e que ao mesmo tempo não te deixa pensar viver sem. O ipod te dá a possibilidade de escolher uma trilha sonora pra qualquer momento da sua vida, e se você não consegue entender isso é porque não dá tanto valor pra música como eu. Obrigado senhor Jobs, descanse em paz.

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